Estagio 4 TASK 1: literature review
October 10, 2010
3-FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Com as modificações apresentadas pela linguística aplicada no campo do ensino de Línguas nos últimos anos, tem feito com que muitas concepções equivocadas fossem ocupadas por abordagens mais coerentes no campo do ensino e aprendizagem de línguas estrangeiras. Desse modo, muitas pesquisas fundamentadas pela linguística aplicada tem abordado o ensino de línguas nas escolas da rede pública de ensino.
Um grande problema que tem perpetuado e rondado as escolas públicas há décadas, tornou-se numa crença social que diz: não há objetivos no ensino de línguas estrangeiras (LE).
Nesse sentido nas escolas públicas como aponta Lopes (1996) é comum ouvirmos a afirmação de que os alunos não aprendem português e, portanto, são incapazes de aprenderem inglês. Ainda segundo Lopes (1996) essa afirmação está inserida dentro de um espaço marcado ideologicamente, em que a aprendizagem de uma segunda língua é algo socialmente valorizado num país de cultura monolíngue, como é o caso do Brasil, em que a língua portuguesa é a única língua oficial, desconsiderando diversas outras línguas faladas em território nacional como as línguas indígenas.
Outro aspecto bastante problemático quando se diz respeito ao ensino e aprendizagem de línguas em escolas públicas, é a falsa teoria do déficit cultural. Segundo Lopes (1996) a visão da linguagem das classes subalternas como deficientes, não tem nenhuma comprovação cientifica esta é, pois, marcada num âmbito político-social em que as classes menos favorecidas (classe dominada) são apresentados como deficitários.
Nesse sentido é preciso abordar o problema do ensino e aprendizagem de línguas na rede pública de ensino no campo da análise que inclua aspectos políticos e sociais, como aponta Moita Lopes. Sendo assim, é preciso pensar as relações de poder por quais as classes sociais estão em constante disputa.
De acordo com Fairclough é preciso entender os discursos considerando as determinações sociais (2001, p.19):
Fenômenos lingüísticos são sociais, no sentido de que, quando as pessoas falam ou ouvem, lêem ou escrevem, o fazem de maneira que são determinadas socialmente e têm efeitos sociais. Mesmo quando as pessoas estão mais conscientes de sua própria individualidade e pensam ser menos influenciadas socialmente – no seio da família, por exemplo, eles ainda usam a linguagem de maneira que estão sujeitos a convenções sociais.
Ainda segundo ele a língua deve ser entendida tendo em vista as relações de classe, como afirma (2001, p.28):
As relações de poder são sempre relações de luta, usando o termo em um sentido técnico para se referir ao processo pelo quais os grupos sociais com interesses diferentes se envolvem um com o outro. Luta social ocorre entre grupos de vários tipos – homens e mulheres, negros e brancos, jovens e velhos, dominantes e grupos dominados, em instituições sociais, e assim por diante. Mas, apenas as relações de classe são as relações mais fundamentais na sociedade de classes, sendo assim a luta de classes a forma mais expressiva de luta.
Ele acrescenta que (2001, p.30): é preciso ver a importância da ideologia na forma em que diferentes instituições sociais contribuem para sustentar a posição da classe dominante.E ainda diz (2001, p.32) As relações de poder que existe entre as forças sociais e a forma como estas relações se desenvolvam no âmbito da luta social, é um fator determinante da natureza conservadora ou transformadora de reprodução do discurso (…). Pensando dessa forma o problema do ensino de línguas estrangeiras nas escolas públicas de ensino deve ser problematizado pensando nas relações de classe e as suas conseqüências negativas no intuito de estabelecer o domínio das classes dominantes sobre a classe dominada.
Diante de tais constatações sobre o posicionamento político-ideológico acerca do ensino de línguas, especialmente o inglês, no Brasil na rede pública de educação, ficam os questionamentos: o que fazer; o que deve ser ensinado; como ensinar; quais habilidades devem ser privilegiadas e o que pode ser feito para mudar tais crenças e pensamentos reforçados e apresentados no discurso social.
De um modo geral, como dito anteriormente, a crença de que existe uma inaptidão para a aprendizagem de línguas na rede básica de ensino é um fato. Essa constatação pode ser explicada de diversas formas, considerando diversos aspectos para chegar àquele ou a esse resultado.
Tradicionalmente a visão do ensino de línguas focado nas quatro habilidades lingüísticas tem predominado nas práticas aplicadas nas escolas públicas. O que tem causado segundo Lopes (1996) o chamado fracasso no ensino e aprendizagem de línguas estrangeiras no ensino público. De acordo com ele (1996, p.132):
Essa discussão sobre a situação do ensino de LE na escola pública aponta que os objetivos tradicionais do ensino de LE (isto é, o foco nas chamadas quatro habilidades lingüísticas com ênfase nas habilidades orais) precisam ser alterados já que não tem nenhuma justificativa social no contexto brasileiro, isto é, não são apropriados. Entendo que uma disciplina escolar que não é justificável socialmente não pode demonstrar, para os professores, alunos e a comunidade em geral, a necessidade de sua presença no currículo. Portanto, não deve causar surpresa o fato de os professores de LEs gozarem de muito pouco prestigio nas escolas secundarias hoje em dia.
Dessa forma o ensino de línguas estrangeiras focado no desenvolvimento da habilidade de leitura tem se configurado como a forma mais coerente. Tendo em vista que aprender a ler é essencial para colaborar como o desenvolvimento de uma habilidade importantíssima, pois, pode auxiliar o aluno para obter um melhor desempenho em todas as outras disciplinas. Sem contar que a prática de leitura em língua estrangeira poderá ser praticada pelo aluno durante toda a sua vida escolar, seja, fora da escola ou depois no andamento de uma possível carreira acadêmica.
Reforçando a justificativa de um ensino de línguas focado no desenvolvimento da habilidade de leitura Lopes (1996, p. 131) diz: (…) a leitura é a única habilidade que atende ás necessidades educacionais e que o aprendiz pode usar em seu próprio meio. É, assim, a única habilidade que o aprendiz pode usar autonomamente ao término de seu curso de LE. Ele ainda acrescenta que o desenvolvimento de leitura em uma língua estrangeira ajuda na leitura em língua materna.
Outro importante fator determinante no dito fracasso no ensino de línguas nas redes públicas de ensino é o que diz respeito às condições de trabalho presentes na escola, e nas quais, o professor/a enfrenta cotidianamente como as apontadas por Lopes (1996, p.132):
Diga-se também que no contexto das escolas públicas brasileiras é irreal se advogar o foco nas chamadas quatro habilidades lingüísticas, tendo em vista as condições existentes no meio de aprendizagem: carga horária reduzida (duas aulas semanais de 50 minutos); um grande número de alunos por turma (média de 40 alunos por turma); domínio reduzido das habilidades orais por parte da maioria dos professores; ausência de material instrucional extra além do livro e do giz etc. Nessas condições, o foco nas habilidades de leitura também parece ser mais facilmente alcançável tendo em vista os seus objetivos limitados.
Considerando todos esses aspectos explicitados por Lopes, o método ou abordagem de ensino focado no desenvolvimento de habilidades no campo da leitura parece ser as mais coerentes com a realidade na qual se insere o ensino público no nosso país.
Partindo desse princípio é preciso pensar então em qual modelo de ensino de leitura é o mais apropriado. Lopes (1996) sugere um modelo interacional de leitura, que é o modelo que parte de dois pressupostos o fluxo da informação e o discurso. Ele diz (1996, p.138):
Este modelo de leitura é interacional no sentido de que é derivado de uma visão interacional do: a) fluxo da informação - na linha de teorias de esquema; e b) do discurso, entendido aqui como o processo comunicativo entre leitor e escritor na negociação do significado do texto.(…)
Sobre o papel do professor nas atividades de leitura Kleiman (2001, p.35) sugere que: Assim o professor deve propiciar contextos a que o leitor deva recorrer, simultaneamente, a fim de compreendê-lo em diversos níveis de conhecimento, tanto gráficos, como lingüísticos, pragmáticos, sociais e culturais. Ela ainda acrescenta que sobre o processo de leitura deve-se levar em consideração o texto partindo do processo descendente e ascendente. Ela afirma (2001, p.35):
O processamento INTERATIVO corresponde ao uso de dois tipos de estratégias, segundo as exigências da tarefa e as necessidades do leitor: aquelas que vão do conhecimento do mundo para o nível de decodificação da palavra, envolvendo um tipo de processamento denominado TOP-DOWN, ou descendente, conjuntamente com estratégias de processamento BOTTOM-UP ou ascendente, que começam pela verificação de um elemento escrito qualquer para, a partir daí, mobilizar outros conhecimentos.
Kleiman diz que o trabalho com a leitura deve ter como ponto de partida o ensino de estratégias de leitura e o desenvolvimento de habilidades para a formação do leitor. De acordo com ela as estratégias usadas pelo leitor podem ser divididas em estratégias cognitivas e estratégias metacognitivas, essas estratégias podem ser entendidas num conjunto de habilidades a serem desenvolvidas facilitando o entendimento do texto. Ela diz que (2001, p.62):
Devido á inacessibilidade das estratégias cognitivas, então, (de fato quando as trazemos ao nível consciente elas mudam qualitativamente, não sendo mais estratégias cognitivas), nossa proposta pedagógica envolve o ensino de habilidades linguísticas, isto é, o ensino de capacidades especificas, cujo, conjunto compõe nossa competência textual, a nossa competência para lidar com textos.
Como propõe Kleiman é preciso pensar o ensino de leitura de uma outra forma, superando os modelos tradicionais focados exclusivamente no texto e no ensino de gramática normativa. Vigotskiy no livro Pensamento e Linguagem (2005, 137) aponta sobre a aprendizagem de línguas que: ...no estudo das línguas estrangeiras, a atenção centra-se nos aspectos externos, sonoros e físicos do pensamento verbal; no desenvolvimento dos conceitos científicos, centra-se em seus aspecto semântico. Os dois processos de desenvolvimento seguem trajetórias separadas, embora semelhantes. Dessa forma o ensino de habilidades deve ser consciente, é preciso adotar estratégias e métodos de ensino considerando a realidade e o contexto de ensino. Esse processo deve ser mediado pelo educador que irá qualificar e problematizar os recursos a serem trabalhados em cada particularidade de ensino e aprendizagem.
Como vemos o ensino de leitura se insere no campo do ensino de estratégias e habilidades de leitura. Sendo assim, é de fundamental importância a quebra de paradigmas cristalizados no ensino de Línguas Estrangeiras, principalmente, nas escolas públicas. Em que o foco do ensino de Línguas baseia-se quase que exclusivamente no ensino de gramática normativa da língua.
Nessa proposta de ensino de leitura é colocado a questão da construção do conhecimento e também do ensino de Línguas Estrangeiras pensando no processo em que a relaciona-se os conhecimentos prévios do aluno e as habilidades de leitura a serem adquiridas como sugere os PCNs (1998, p.32) :
Um dos procedimentos básicos de qualquer processo de aprendizagem é o relacionamento que o aluno faz do que quer aprender com aquilo que já sabe. Isso quer dizer que um dos processos centrais de construir conhecimento é baseado no conhecimento que o aluno já tem: a projeção dos conhecimentos que já possui no conhecimento novo, na tentativa de se aproximar do que vai aprender.
A aprendizagem de uma segunda língua necessariamente vai requerer do aluno os conhecimentos que ele já possui sobre a sua própria língua, ou seja, sua língua materna. Conforme aponta os estudos de VIGOTSKY (2005, p.137):
O êxito no aprendizado de uma língua estrangeira depende de um certo grau de maturidade na língua materna. A criança pode transferir para a nova língua o sistema de significados que já possui na sua própria. O oposto também é verdadeiro- uma língua estrangeira facilita o domínio das formas mais elevadas da língua materna. A criança aprende a ver a sua língua como um sistema especifico entre muitos, a conceber os seus fenômenos á luz de categorias mais gerais, e isso leva á consciência das suas operações linguísticas. Goethe tinha razão ao dizer que “aquele que não conhece nenhuma língua estrangeira não conhece verdadeiramente a sua própria”.
Dessa forma na aquisição de uma língua estrangeira o aluno irá realizar a transferência de conhecimentos sobre a sua língua materna para aprender a segunda língua, esse é um processo natural, que deve ser considerado numa abordagem interacional de leitura. Os PCNs (1998, p.32) apontam que:
No que se refere aos conhecimentos que o aluno tem de adquirir em relação à língua estrangeira, ele irá se apoiar nos conhecimentos correspondentes que tem e nos usos que faz deles como usuário de sua língua materna em textos orais e escritos. Essa estratégia de correlacionar os conhecimentos novos da língua estrangeira e os conhecimentos que já possui de sua língua materna é uma parte importante do processo de ensinar e aprender a Língua Estrangeira. Tanto que uma das estratégias típicas usadas por aprendizes é exatamente a transferência do que sabe como usuário de sua língua materna para a língua estrangeira.
Como vimos o ensino de língua estrangeiras baseadas no ensino de leitura tem se configurado como a proposta mais coerente, que considera a realidade do aprendiz inserido num processo de construção do seu próprio conhecimento. Nesse sentido a figura do professor deve ser entendida com mediador no processo de ensino e aprendizagem. Ele deve apontar e ensinar as ferramentas necessárias para que o aprendiz se torne autonomamente responsável pelo seu processo de aprendizagem.
Dessa forma como explicitado anteriormente a realidade da sala de aula e as pesquisas no campo da linguística aplicada aponta novos métodos para abordar o ensino de línguas na sala de aula. Sendo assim, é preciso pensar quais alternativas serão postas em práticas. No campo do ensino de leitura as estratégias de leitura tem se mostrado eficazes na formação dos estudantes, enquanto leitores autônomos e críticos.
A leitura deve se entendida como primordial para incentivar os alunos a ler para aprender como pontua Medina (1998), atualmente, para a maioria dos estudantes, aprender inglês não é um fim em si mesmo, pois se constitui em uma forma de adquirir conhecimento acerca de diversos assuntos. Sendo assim, desenvolver estratégias de leitura é de grande ajuda aos estudantes, pois é necessário que eles, em algum ponto da vida acadêmica, passem do patamar onde aprendem a ler para um nível onde lêem para aprender. (GRABE, 2002).
Diante do contexto exposto, as estratégias de leitura apresenta papel fundamental na interpretação e compreensão de textos, pois fazem com que os estudantes aumentem o nível de consciência sobre as idéias principais em um texto e possibilitam a exploração e a organização do mesmo (GRABE, 2002).
Vários estudiosos tem apontados diversas estratégias que colaboram com o trabalho em sala de aula. Algumas estratégias são bastante difundidas para desenvolver a habilidade de leitura. Dentre elas podem ser citadas:
-
Skimming - leitura rápida que tem por finalidade checar o sentido geral do texto, como ele está estruturado, e qual a intenção e/ou estilo do autor.
-
Scanning - técnica usada para extrair apenas informações específicas do texto. Não requer uma leitura do texto como um todo.
-
Inferência - técnica que permite a partir das informações do texto se chegar a conclusões lógicas.
-
Identificação de cognatos
-
Identificação de falsos cognatos (não se esqueça de criar uma lista de palavras em inglês e de seus correspondentes em português)
-
Identificação de palavras de referência*
-
Identificação dos conectivos ou marcadores lógicos ou textuais.**
-
Associação de palavras
- Organização das informações: idéia principal, detalhes e conclusão.
O uso das estratégias de leitura na aula de línguas tem que facilitar ao máximo a proximidade da realidade do leitor ao texto e dessa forma potencializar o desenvolvimento de outras realidades no nível de compreensão do texto. Processo esse que pode ser compreendido dentro da abordagem posta por Vygotsky (1984, p. 112) sobre a Zona de Desenvolvimento Proximal que diz:Distância ente o nível de desenvolvimento real, que se costuma determinar através da solução independente de problemas, e o nível de desenvolvimento potencial, determinado através da solução de problemas sob a orientação de um adulto ou em colaboração com companheiros mais capazes
Como sugere as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio(2000) preciso formar alunos aptos á:
Compreender e usar os sistemas simbólicos das diferentes linguagens como meios de: organização cognitiva da realidade pela constituição de significados, expressão, comunicação e informação; confrontar opiniões e pontos de vista sobre as diferentes linguagens e suas manifestações específicas; conhecer e usar língua(s) estrangeira(s) moderna(s) como instrumento de acesso a informações e a outras culturas e grupos sociais;
Sendo assim o ensino de línguas estrangeiras tem um papel fundamental: formar leitores autônomos e críticos. Dessa forma o professor, enquanto mediador do processo de ensino e aprendizagem deve ser consciente das ferramentas a serem adotadas na aplicação do seu trabalho em sala de aula de forma que saiba conscientemente usá-las e refletir sobre o trabalho delas. Também o professor deve entender as implicações políticos sociais que norteiam o seu trabalho e entender a língua é o processo de uma manifestação cultural.
7-REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
FAIRCLOUGH, Norman. Language and Power. 2ª edition, Pearson Education, Longman. England, 2001.
GRABE, Willian. Dilemma for the development of second language reading abilities. In: RICHARDS, Jack C. Methodology in language teaching: an anthology of current practice. Cambridge: Cambridge University Press: 2002
KLEIMAN, Ângela. Oficina de Leitura: Teoria e Prática. 8ª edição, Campinas, SP: Pontes, 2001.
MEDINA, Alicia. English as a means of instruction: developing student’s reading competence. BRAZ-TESOL, July 13-16, 1998, p.154-160
MOITA LOPES, L. P. da. Oficina de Linguística Aplicada. Campinas: Mercado de Letras. 1996.
VYGOTSKY, L.S. Formação Social da mente. São Paulo: Martins Fonte, 1984.
VIGOTSKY, l. S.Pensamento e Linguagem.Tradução Jefferson Luiz Camargo: revisão técnica José Cipolla Neto- 3ª edição São Paulo: Martins Fontes, 2005
Documentos:
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais : terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental: língua estrangeira / Secretaria de Educação Fundamental. . Brasília: MEC/SEF, 1998. 120 p.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Média e Tecnológica. Parâmetros curriculares nacionais para o ensino médio. Brasília: MEC/SEMTEC, 2000. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/blegais.pdf
UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
FACULDADE DE LETRAS
DEPARTAMENTO DE LÍNGUAS E LITERATURAS ESTRANGEIRAS
ESTAGIO III LÍNGUA INGLESA
PROBLEMATIZANDO O ENSINO DE LÍNGUAS ESTRANGEIRAS: O TRABALHO COM A LEITURA NA SALA DE AULA DE LÍNGUA INGLESA DA ESCOLA PÚBLICA.
SILAS CEZAR SANTANA DOS SANTOS
Goiânia,
2010
UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
FACULDADE DE LETRAS
DEPARTAMENTO DE LÍNGUAS E LITERATURAS ESTRANGEIRAS
PROBLEMATIZANDO O ENSINO DE LÍNGUAS ESTRANGEIRAS: O TRABALHO COM A LEITURA NA SALA DE AULA DE LÍNGUA INGLESA DA ESCOLA PÚBLICA.
Este trabalho é um pré-projeto apresentado á disciplina Estágio III – Inglês como requisito para obtenção da nota parcial. Sua realização foi orientada pela professora Maria Cristina Faria Dalacorte.
Goiânia,
2010
SUMÁRIO
-
INTRODUÇÃO 4
-
JUSTIFICATIVA 5
-
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 6
-
METODOLOGIA 11
-
OBJETIVOS 12
-
CRONOGRAMA 13
-
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 14
1- INTRODUÇÃO
Muito se faz necessário entender o cotidiano do ensino de línguas estrangeiras nas escolas públicas. A formação do professor de línguas deve problematizar as questões do ensino e aprendizagem, focando suas atenções para o campo social e político, no qual, se insere as relações de poder existente num país marcado pelas desigualdades de classe. Em que uma minoria dita as regras para uma maioria.
Sabemos que socialmente o ensino público no nosso país tem sofrido grandes transformações no cenário de prestigio e desprestigio social. Há alguns anos a educação era privilegio de poucos (as elites), só em recentes décadas que ocorreu certa massificação do ensino público no nosso país. Fato este que tem contribuído por oscilações relacionadas à valorização do ensino nas escolas mantidas pelo Estado. Recentemente o país tem passado por um processo cada vez mais crescente da privatização do ensino, o que tem acarretado mais desigualdades ainda, pois, convivemos no cenário em que a rede básica de ensino tem recebido menos investimentos e as Universidades públicas recebe maiores atenções dos gastos públicos e, ainda, investimento do setor privado. Esse é um dos motivos que favorece o crescimento do setor privado voltado para atender a demanda da educação básica dita de qualidade. Muitos são os pais, aqueles que financeiramente têm condições e preocupados com a qualidade de ensino, preferem matricular os filhos em escolas particulares para que estes possam futuramente ocupar uma vaga nas Universidades Públicas.
É nesse contexto que o ensino de inglês como língua estrangeira está situado. A Língua Inglesa é socialmente prestigiada, é uma língua franca e também é a língua falada na principal potência bélica e econômica do mundo: os Estados Unidos. Sendo assim a sua aprendizagem está marcada num campo ideologicamente prestigiado em que aprender inglês é a oportunidade de “abrir portas pro mundo” do trabalho, do conhecimento, da informação.
O foco desse trabalho é entender como se dá o trabalho com o ensino de línguas estrangeiras focado no desenvolvimento de habilidades e estratégias de leitura. Entendendo as metodologias adotadas pelos professores de línguas estrangeiras nas escolas públicas e como estes organizam as atividades. Quais crenças e objetivos são focados na escolha das atividades relacionadas ao campo da leitura.
2- JUSTIFICATIVA
Nos dias atuais a formação do professor é sempre colocada em questionamento. É comum ouvirmos que o professor da escola pública não está preparado para ensinar ou que a qualidade do ensino nas escolas pública não é positiva. É nesse campo que o professor de línguas está situado.
O professor de línguas se sente muitas vezes deslocado nas escolas, visto que, muitas vezes é dada à aprendizagem de línguas prestigio social, porém, existe diante de diversas condições objetivas da escola uma crença de que o ensino de uma segunda língua na escola é desnecessário e é um trabalho pouco produtivo.
Sendo assim, é preciso, pois investigar quais pressupostos está ligados as essas afirmações e crenças. O intuito então desse trabalho é investigar quais metodologias e estratégias o professor de língua tem utilizado na sala de língua Inglesa para superar tais contradições.
Outra justificativa para esse trabalho é a necessidade de entender os métodos do ensino de línguas focado no desenvolvimento de habilidade de leitura. Métodos esse que estão problematizados nos PCNs e é bastante recorrente nas práticas de pesquisa.
Entendo o trabalho com a leitura como o mais coerente a realidade das escolas públicas esse trabalho tem como principal justificativa a investigação partindo dos pontos abordados pela linguística aplicada no campo da leitura em língua materna e língua estrangeira.
3-FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Com as modificações apresentadas pela lingüística aplicada no campo do ensino de Línguas nos últimos anos, tem feito com que muitas concepções atrasadas fossem ocupadas por abordagens mais coerentes no campo do ensino e aprendizagem de línguas estrangeiras. Desse modo, muitas pesquisas fundamentadas pela lingüística aplicada tem abordado o ensino de línguas nas escolas da rede pública de ensino.
Um grande problema que tem perpetuado e rondado as escolas públicas há décadas, tornou-se numa crença social que diz: não há objetivos no ensino de línguas estrangeiras (LE).
Nesse sentido nas escolas públicas como aponta Lopes (1996) é comum ouvirmos a afirmação de que os alunos não aprendem português e, portanto, são incapazes de aprenderem inglês. Ainda segundo Lopes (1996) essa afirmação está inserida dentro de um espaço marcado ideologicamente, em que a aprendizagem de uma segunda língua é algo socialmente valorizado num país de cultura monolíngue, como é o caso do Brasil, em que a língua portuguesa é a única língua oficial, desconsiderando diversas outras línguas faladas em território nacional como as línguas indígenas.
Outro aspecto bastante problemático quando se diz respeito ao ensino e aprendizagem de línguas em escolas públicas, é a falsa teoria do déficit cultural. Segundo Lopes (1996) a visão da linguagem das classes subalternas como deficientes, não tem nenhuma comprovação cientifica esta é, pois, marcada num âmbito político-social em que as classes menos favorecidas (classe dominada) são apresentados como deficitários.
Nesse sentido é preciso abordar o problema do ensino e aprendizagem de línguas na rede pública de ensino no campo da análise que inclua aspectos políticos e sociais, como aponta Moita Lopes. Sendo assim, é preciso pensar as relações de poder por quais as classes sociais estão em constante disputa.
De acordo com Fairclough é preciso entender os discursos considerando as determinações sociais (2001, p.19):
Fenômenos lingüísticos são sociais, no sentido de que, quando as pessoas falam ou ouvem, lêem ou escrevem, o fazem de maneira que são determinadas socialmente e têm efeitos sociais. Mesmo quando as pessoas estão mais conscientes de sua própria individualidade e pensam ser menos influenciadas socialmente – no seio da família, por exemplo, eles ainda usam a linguagem de maneira que estão sujeitos a convenções sociais.
Ainda segundo ele a língua deve ser entendida tendo em vista as relações de classe, como afirma (2001, p.28):
As relações de poder são sempre relações de luta, usando o termo em um sentido técnico para se referir ao processo pelo quais os grupos sociais com interesses diferentes se envolvem um com o outro. Luta social ocorre entre grupos de vários tipos – homens e mulheres, negros e brancos, jovens e velhos, dominantes e grupos dominados, em instituições sociais, e assim por diante. Mas, apenas as relações de classe são as relações mais fundamentais na sociedade de classes, sendo assim a luta de classes a forma mais expressiva de luta.
Ele acrescenta que (2001, p.30): é preciso ver a importância da ideologia na forma em que diferentes instituições sociais contribuem para sustentar a posição da classe dominante.E ainda diz (2001, p.32) As relações de poder que existe entre as forças sociais e a forma como estas relações se desenvolvam no âmbito da luta social, é um fator determinante da natureza conservadora ou transformadora de reprodução do discurso (…). Pensando dessa forma o problema do ensino de línguas estrangeiras nas escolas públicas de ensino deve ser problematizado pensando nas relações de classe e as suas conseqüências negativas no intuito de estabelecer o domínio das classes dominantes sobre a classe dominada.
Diante de tais constatações sobre o posicionamento político-ideológico acerca do ensino de línguas, especialmente o inglês, no Brasil na rede pública de educação, ficam os questionamentos: o que fazer; o que deve ser ensinado; como ensinar; quais habilidades devem ser privilegiadas e o que pode ser feito para mudar tais crenças e pensamentos reforçados e apresentados no discurso social.
De um modo geral, como dito anteriormente, a crença de que existe uma inaptidão para a aprendizagem de línguas na rede básica de ensino é um fato. Essa constatação pode ser explicada de diversas formas, considerando diversos aspectos para chegar àquele ou a esse resultado.
Tradicionalmente a visão do ensino de línguas focado nas quatro habilidades lingüísticas tem predominado nas práticas aplicadas nas escolas públicas. O que tem causado segundo Lopes (1996) o chamado fracasso no ensino e aprendizagem de línguas estrangeiras no ensino público. De acordo com ele (1996, p.132):
Essa discussão sobre a situação do ensino de LE na escola pública aponta que os objetivos tradicionais do ensino de LE (isto é, o foco nas chamadas quatro habilidades lingüísticas com ênfase nas habilidades orais) precisam ser alterados já que não tem nenhuma justificativa social no contexto brasileiro, isto é, não são apropriados. Entendo que uma disciplina escolar que não é justificável socialmente não pode demonstrar, para os professores, alunos e a comunidade em geral, a necessidade de sua presença no currículo. Portanto, não deve causar surpresa o fato de os professores de LEs gozarem de muito pouco prestigio nas escolas secundarias hoje em dia.
Dessa forma o ensino de línguas estrangeiras focado no desenvolvimento da habilidade de leitura tem se configurado como a forma mais coerente. Tendo em vista que aprender a ler é essencial para colaborar como o desenvolvimento de uma habilidade importantíssima, pois, pode auxiliar o aluno para obter um melhor desempenho em todas as outras disciplinas. Sem contar que a prática de leitura em língua estrangeira poderá ser praticada pelo aluno durante toda a sua vida escolar, seja, fora da escola ou depois no andamento de uma possível carreira acadêmica.
Reforçando a justificativa de um ensino de línguas focado no desenvolvimento da habilidade de leitura Lopes (1996, p. 131) diz: (…) a leitura é a única habilidade que atende ás necessidades educacionais e que o aprendiz pode usar em seu próprio meio. É, assim, a única habilidade que o aprendiz pode usar autonomamente ao término de seu curso de LE. Ele ainda acrescenta que o desenvolvimento de leitura em uma língua estrangeira ajuda na leitura em língua materna.
Outro importante fator determinante no dito fracasso no ensino de línguas nas redes públicas de ensino é o que diz respeito às condições de trabalho presentes na escola, e nas quais, o professor/a enfrenta cotidianamente como as apontadas por Lopes (1996, p.132):
Diga-se também que no contexto das escolas públicas brasileiras é irreal se advogar o foco nas chamadas quatro habilidades lingüísticas, tendo em vista as condições existentes no meio de aprendizagem: carga horária reduzida (duas aulas semanais de 50 minutos); um grande número de alunos por turma (média de 40 alunos por turma); domínio reduzido das habilidades orais por parte da maioria dos professores; ausência de material instrucional extra além do livro e do giz etc. Nessas condições, o foco nas habilidades de leitura também parece ser mais facilmente alcançável tendo em vista os seus objetivos limitados.
Considerando todos esses aspectos explicitados por Lopes, o método ou abordagem de ensino focado no desenvolvimento de habilidades no campo da leitura parece ser as mais coerentes com a realidade na qual se insere o ensino público no nosso país.
Partindo desse princípio é preciso pensar então em qual modelo de ensino de leitura é o mais apropriado. Lopes (1996) sugere um modelo interacional de leitura, que é o modelo que parte de dois pressupostos o fluxo da informação e o discurso. Ele diz (1996, p.138):
Este modelo de leitura é interacional no sentido de que é derivado de uma visão interacional do: a) fluxo da informação - na linha de teorias de esquema; e b) do discurso, entendido aqui como o processo comunicativo entre leitor e escritor na negociação do significado do texto.(…)
Sobre o papel do professor nas atividades de leitura Kleiman (2001, p.35) sugere que: Assim o professor deve propiciar contextos a que o leitor deva recorrer, simultaneamente, a fim de compreendê-lo em diversos níveis de conhecimento, tanto gráficos, como lingüísticos, pragmáticos, sociais e culturais. Ela ainda acrescenta que sobre o processo de leitura deve-se levar em consideração o texto partindo do processo descendente e ascendente. Ela afirma (2001, p.35):
O processamento INTERATIVO corresponde ao uso de dois tipos de estratégias, segundo as exigências da tarefa e as necessidades do leitor: aquelas que vão do conhecimento do mundo para o nível de decodificação da palavra, envolvendo um tipo de processamento denominado TOP-DOWN, ou descendente, conjuntamente com estratégias de processamento BOTTOM-UP ou ascendente, que começam pela verificação de um elemento escrito qualquer para, a partir daí, mobilizar outros conhecimentos.
Kleiman diz que o trabalho com a leitura deve ter como ponto de partida o ensino de estratégias de leitura e o desenvolvimento de habilidades para a formação do leitor. De acordo com ela as estratégias usadas pelo leitor podem ser divididas em estratégias cognitivas e estratégias metacognitivas, essas estratégias podem ser entendidas num conjunto de habilidades a serem desenvolvidas facilitando o entendimento do texto. Ela diz que (2001, p.62):
Devido á inacessibilidade das estratégias cognitivas, então, (de fato quando as trazemos ao nível consciente elas mudam qualitativamente, não sendo mais estratégias cognitivas), nossa proposta pedagógica envolve o ensino de habilidades linguísticas, isto é, o ensino de capacidades especificas, cujo, conjunto compõe nossa competência textual, a nossa competência para lidar com textos.
Como propõe Kleiman é preciso pensar o ensino de leitura de uma outra forma, superando os modelos tradicionais focados exclusivamente no texto e no ensino de gramática normativa. Como vemos o ensino de leitura se insere no campo do ensino de estratégias de leitura. Sendo assim, é de fundamental importância a quebra de paradigmas cristalizados no ensino de Línguas Estrangeiras, principalmente, nas escolas públicas. Em que o foco do ensino de Línguas baseia-se quase que exclusivamente no ensino de gramática normativa da língua.
Nessa proposta de ensino de leitura é colocado a questão da construção do conhecimento e também do ensino de Línguas Estrangeiras pensando no processo em que a relaciona-se os conhecimentos prévios do aluno e as habilidades de leitura a serem adquiridas como sugere os PCNs (1998, p.32) :
Um dos procedimentos básicos de qualquer processo de aprendizagem é o relacionamento que o aluno faz do que quer aprender com aquilo que já sabe. Isso quer dizer que um dos processos centrais de construir conhecimento é baseado no conhecimento que o aluno já tem: a projeção dos conhecimentos que já possui no conhecimento novo, na tentativa de se aproximar do que vai aprender.
A aprendizagem de uma segunda língua necessariamente vai requerer do aluno os conhecimentos que ele já possui sobre a sua própria língua, ou seja, sua língua materna. Dessa forma na aquisição de uma língua estrangeira o aluno irá realizar a transferência de conhecimentos sobre a sua língua materna para aprender a segunda língua, esse é um processo natural, que deve ser considerado numa abordagem interacional de leitura. Os PCNs (1998, p.32) apontam que:
No que se refere aos conhecimentos que o aluno tem de adquirir em relação à língua estrangeira, ele irá se apoiar nos conhecimentos correspondentes que tem e nos usos que faz deles como usuário de sua língua materna em textos orais e escritos. Essa estratégia de correlacionar os conhecimentos novos da língua estrangeira e os conhecimentos que já possui de sua língua materna é uma parte importante do processo de ensinar e aprender a Língua Estrangeira. Tanto que uma das estratégias típicas usadas por aprendizes é exatamente a transferência do que sabe como usuário de sua língua materna para a língua estrangeira.
Como vimos o ensino de língua estrangeiras baseadas no ensino de leitura tem se configurado como a proposta mais coerente, que considera a realidade do aprendiz inserido num processo de construção do seu próprio conhecimento. Nesse sentido a figura do professor deve ser entendida com mediador no processo de ensino e aprendizagem. Ele deve apontar e ensinar as ferramentas necessárias para que o aprendiz se torne autonomamente responsável pelo seu processo de aprendizagem.
4-METODOLOGIA
Essa pesquisa será realizada com base na fundamentação teórica estudada. Será realizada coletas de dados através da aplicação de questionários, caderno de campo, entrevistas, e também, acessando as narrativas do projeto AMFALE presentes no banco de dados organizado pela professora Vera Menezes disponíveis na internet.
O método de pesquisa será baseado no estudo de caso, considerando os aspectos qualitativos a serem coletados.
As observações e coleta de dados serão realizadas em uma escola pública da rede estadual de ensino de Goiânia. Será observado o trabalho numa turma de Ensino Médio.
Após a coleta de dados será analisado o material com base nas leituras realizadas focando a questão do trabalho com a leitura na sala de língua inglesa das escolas públicas.
5-OBJETIVOS
O principal objetivo dessa pesquisa é problematizar as abordagens teóricas referentes ao campo do ensino de línguas estrangeiras nas escolas públicas. Tendo como metas entender o trabalho com leitura no ensino e aprendizagem de Inglês no Ensino Médio.
Os objetivos desse trabalho podem ser divididos em:
Objetivos gerais: observar, analisar e discutir as relações de poder pautadas no ensino e aprendizagem de inglês no âmbito das escolas públicas.
Objetivos específicos:
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Analisar as crenças socialmente marcadas sobre o ensino de inglês nas escolas públicas através das narrativas presentes no Projeto AMFALE (Aprendendo com Memórias de Falantes e Aprendizes de Língua Estrangeira);
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Observar e analisar as metodologias de leitura abordadas em sala de aula de língua inglesa;
6- CRONOGRAMA
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Junho/2010 |
Elaboração do projeto |
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Agosto |
Coleta de dados |
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Setembro |
Coleta de dados |
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outubro/novembro |
Análise e interpretação dos dados e elaboração do relatório final |
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Dezembro |
Apresentação do trabalho |
7-REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
FAIRCLOUGH, Norman. Language and Power. 2ª edition, Pearson Education, Longman. England, 2001.
KLEIMAN, Ângela. Oficina de Leitura: Teoria e Prática. 8ª edição, Campinas, SP: Pontes, 2001.
MOITA LOPES, L. P. da. Oficina de Lingüística Aplicada. Campinas: Mercado de Letras. 1996.
Documentos:
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais : terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental: língua estrangeira / Secretaria de Educação Fundamental. . Brasília: MEC/SEF, 1998. 120 p.
LESSON PLAN: Reading
June 29, 2010
PROPOSTA DE ATIVIDADE
Leitura comentada de letras de músicas
tema da aula: Músicas de protestos/ o que são músicas de protestos?
Vocabulário: revisando vocabulário, novas palavras, cognatos e falsos cognatos
tempo estimado: duas aulas de 45 minutos
turma: 2 ano do Ensino Médio
material a ser utilizado: letras de músicas: War Bob Marley e Letś impeach the President Neil Young
organização da atividade
Primeiro passo: discutir oralmente com os alunos as seguintes perguntas:
o que é protesto?
O que é música de protesto?
Por que as pessoas protestam?
Vocês conhecem alguma música de protesto?
Vocês conhecem algum cantor que já tenha feito uma música de protesto?
Caso sejá necessário lembrar da “ditatura militar” e das músicas de protestos da época
Segundo passo: formar duplas, distruibuir as letras das músicas para cada dupla formada. Pedir para eles lerem as músicas. E depois perguntar:
(obs: se os alunos tiverem dificuldades na leitura das letras, pedir para que eles usem algumas estratégias de leitura como por exemplo:
-identificando os cognatos;
-verificando novas palavras com o uso do dicionário;
-usar hipotéses de acordo com o contexto para descobrir o significado;
-revisar lista de verbos;
-
Pedir para que os alunos respondam em portuguÊs as perguntas a seguir:
Qual o tema das músicas? Elas apresentam temas em comum?
-
Sugerir que os alunos façam uma tabela com as idéias que estão em contrastes nas letras das músicas. Exemplo:
Second class x first class
Inferior x superior
black people x white people
-
Para finalizar: pedir que os alunos escolham uma das músicas. Ápos a escolha pedir para que eles reescreva usando outras palavras em inglês, mantendo o contexto e o significado das letras. OBS: caso não tenha tempo de finalizar, sugerir atividade para casa.
Let’s Impeach The President Neil YoungLet’s impeach the president for lying
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War Bob Marley
Until the philosophy which hold one race That until there are no longer first class That until the basic human rights are equally That until that day And until the ignoble and unhappy regimes War in the east, war in the west And until that day, the African continent Of good over evil, good over evil, good over evil |
task 2: Chapter 2 Techniques and Principles in Language Teaching by Diane Larsen-Freeman published by Oxford, second edition
June 29, 2010
Chapter 2 Techniques and Principles in Language Teaching by Diane Larsen-Freeman published by Oxford, second edition
This chapter is focused on the Grammar-Translation Method . They said that the Grammar-Translation Method is not new and it has had different names, but it has been used by language teacher for many years. First it was used to help people to appreciate foreign language literature. Acoording to them it was called the Classical Method since it was first used in the teaching of classical languages, Latin and Greek. After it was thought that foreing language learing would help students grow intellectual. But the students never use the target language only mental exercise of learning it would be beneficial anyway.
The Grammar Translation method embraces a wide range of approaches but, broadly speaking, foreign language study is seen as a mental discipline, the goal of which may be to read literature in its original form or simply to be a form of intellectual development. The basic approach is to analyze and study the grammatical rules of the language, usually in an order roughly matching the traditional order of the grammar of Latin, and then to practise manipulating grammatical structures through the means of translation both into and from the mother tongue.
The method is very much based on the written word and texts are widely in evidence. A typical approach would be to present the rules of a particular item of grammar, illustrate its use by including the item several times in a text, and practise using the item through writing sentences and translating it into the mother tongue. The text is often accompanied by a vocabulary list consisting of new lexical items used in the text together with the mother tongue translation. Accurate use of language items is central to this approach.
There are certain types of learner who respond very positively to a grammatical syllabus as it can give them both a set of clear objectives and a clear sense of achievement. Other learners need the security of the mother tongue and the opportunity to relate grammatical structures to mother tongue equivalents. Above all, this type of approach can give learners a basic foundation upon which they can then build their communicative skills.
In this chapter they give a description of real english class. The class it was observed is a high-intermediate level English class at a university in Colombia. There are forty-two students in the class. Two-hour classes are conducted three times a week.
It is a clearly chapter that gives us as future teacher a good descripton about the Grammar Translation Method. When they use a example from a real class it is more easy to understand. What I have to say is that this book “Techniques and Principles in Language Teaching” is, in short, a highly informative book, as it provides an exploration of methods in which complex pedagogical issues are presented with great clarity in a well-structured organization. It can be particularly interesting for students and new teachers, as it offers a practical, not too technical overview of the evolution of methodology throughout the years. For more experienced teachers and educators it can also be of relevance, as it introduces organized and coordinated information and references about recent methodological innovations whose literature is usually found independently.
Critical review from the book: Principles of Language Learning and Teaching
CHAPTER 7 : SOCIOCULTURAL FACTORS
Reflections about socialcultural aspects according to the teaching and learning of a second and a foreing language
This text make a discussion about sociocultural factors and language. Accoording to the author communicative process involves in a second language learning interaction between one culture and another one. He says it is is very important to consider to learning a seconde language as the learning of another culture, the overcoming of the personal and transactional barries presented by two cultures in contact, and the relantionship of culture learning to second language learning.
According to him we can define culture as the ideas, customs, skills, artes, and tools that characterize a given group of people in a given period of time. But culture is more than them sum of its parts. He also suggest that no society exists without a culture so culture fulfill certain biological and psychological (tradctory facts and propositions) needs in human beings. Culture is relates for each person with a context of cognitive and affective behavior, a blueprint for personal and social existence.
When we think about culture on the modern times it is necessary to think about : how has become easy to travel to another country and how the communicative aproaches has contribute to keep people from different nations in clossely contact. It shows that the contact between diffent countries and cultures has become more frequently. This situations shows a necessity to discuss about culture aspects in very carefull way, because we can have problems with acculturations, social shoks and stereotypes. Second Brown there is still a tentency for us to believe that our culture reality is the “correct” perceptions. He added that percepions is something that involves a subjective point view. We have to consider culture as something relates to subjective feeling and social constructions we differ for one nation to the other. And he points that sometimes when the interaction between two different person happens we can have misunderstandings because the culture lack it was not enough fulfill.
In this chapter he presents some important aspects of the relationship between learning a second language and learning the cultural context of the second language.
Cultural Stereotypes
This part he discussed about some stereotypes and how it is formed. Accoording to the author stereotypes is something relates to social, political, linguistic, and cultural aspects.
He also added that: our cultural point view about he world is present in a scenary that objectively and subjetively has a interaction through our own cultural pattern, and a differing percceptions is seen as either false or strange and is thus oversimplifield. He suggests also that it is very important for people to recognise and understand differing worlds views. Because it contributes for people to adopt a positive and openminded attitude toward cross-cultural differences.
Attitudes
Second Brown attitudes is a result of the development of cognition and affect in human beings, develop early childhood and are the result of parents’ and peers’ attitudes, contact with people who are “different” in any number of ways, and interacting affective factors in the human expérience(p.168).
Teacher in class has a strong important goal. They have to help students to develop good attitudes according to cultural aspects that involves respect, acculturate abilities and knowledge about the other differents peoples. They also have to consider the second language class or foreign language class a place to discussed socialpolitical aspects not only pragmatic knowledge about the language as grammar, but something more deep and reasonable that involves the learning grammar rules and social, cultural, and political discussions.
Acculturation
Acculturations according to Brown can be understood as a possibility to deal with other different culture: recognizing rules, respecting social agreements and develop communicative aproaches.
He says that acculturations is a complexity process of becoming adapted to a new culture and also reorientantions of thinking and feeling, not to mention communication, is necessary (p. 169). To learning a second language it is not necessary to learning communicative compentence, but also is necessary to learning cultures issues that are present in the development of communicative compentence.
Culture in the classroom
Second Brown many researches has discusses about social factors in the second language learning process. Because it is very important to study and understand “how to deal with cultural aspects in the classroom.” If we consider the second language enviromment we have many positive and negative ponts vies thant influences on the learning process.
In this part of the text Brown gives some examples to ilustrate the cultural interaction in two different types of learning situation: to learning a second language and to learning a foreing language. Brown used a sumary it was done by Hofsted to discussed some issues that refletcs a second language process according to cultural aspects such as:
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Individualism as characteristic of a culture opposes Collectivism ;
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Power distance as a characteristic of a culture defines the extend to which the less powerful persons in a society accept inequality in power and consider it as normal;
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uncertainly avoidance as a characteristic of a culture defines the extent to which people within a culture are made nervous by situations which they perceiveid as instructered, unclear, or impredicatable, situations which they therefore try to avoid by maintaing strict codes of behavior and a belief in absolute truths; and
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Masculinity as a characteristic of a culture opposes feminity. The two differ in the social roles associated with the biological fact of the existence of two sexes, and in particular in the social roles attributed to men.
Sociopolitical Considerations
Brown discussions in this topic considering two types of language learnings situation: first, to learn a second language in the country what the language is spoken, by the other hand, to learn a second language in the native contry of the learner. We have here the distiction between second language and foreings language situation.
He says that each type of second language situations involves diffent degrees of acculturation. Second language learning in a foreing culture pontentially involves the deepest form of acculturation. Learners must survive in a strange culture as well as learn a language on which they are totally dependent for communication. By the other hand, foreing language learners have different levels of acculturation experienced. And they involvement in this process of recognze a new culture by the language depending upon the country, the cultural and socialpolitical status of the languageee and the motivations or aspirantions of the learner.
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Conclusions
This text brings some discussions about language and socialcultural aspects. We can see according to Brown researchs that language and culture are strongers connected. And also that to learning a new language is something relates to learning and acquire a new culture.
Many socialcultural aspecs are involves on the second language process and it is very important for teacher to recognize them and try to understand how to deal with them in a second or foreing language classroom.
REFERENCES
BROWN, H. Douglas. Principles of language learning and teaching. 3 edição. Englewood Cliffs, New Jersey. 1993.
What I have to say about Estágio?
March 22, 2010
Universidade Federal de Goiás
Faculdade de Letras
Disciplina: Estágio III Inglês
Graduando: Silas Cézar Santana dos Santos
What I have to say about Estágio?
Last year, when I started to attend the Estágio Discipline I did not have any notion about the topics it would gone be discussed in class. After the first class I could understand something more about this discipline, because the teachers talked about second language acquisition on the first day class.
The first course semester we had the opportunity to studied good and interesting topics about language such as second language acquisition, how to be a good learner, motivations and other about school system.
On the beginning of the year while I was studying I could not see so clear the importance for me, as a Second Language Teacher, to understand about the language acquisition process. Just now, I can see how it was important for me and the other students.
What I have to say about the Estágio Discipline that help me a lot it was the chance to see and understand the environment at school as a place for researches. On the first semester we went to a public school and we observed some class. It was a very nice chance that helped us as future teacher to see and think about how to deal and how to analyze our future work´s place. We could have also time to discuss in class something about our observations in public schools, for example, topics relates to some problems such as teacher positions and social conditions, the indiscipline at school, the educations system and some problems relates to how to be a good teacher in public school with many problems.
On the last semester the class focus on discuss something relates to Teaching English As An International Language and something more about how to work in class this discipline without to have a post colonialism position. We tried to examines and discusses why English is an international language and what are involves in this affirmations. We could see this point as complex aspects that involve historical, geographical, political, and economic factors.
Something was very unusual for me last year: I had two teachers on the same class. First I was surprised, but after it was not strange for me anymore. And now I think it was a good experience, they contribute a lot to us as student because we had in class sometimes different point views.
